quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Resenha do livro: Sereia de Vidro
Autor: Marcelo Antinori
Páginas: 71
Editora: Bússola
Versão: Pocket
Ano: 2015
Um escritor com três livros publicados. Diretor de uma importante construtora e genro de um poderoso empresário.
Que após o seu último livro publicado, encontrou-se numa crise emocional muito forte, ao qual não tinha mais criatividade e nem ideias para escrever um novo livro. Criava pequenos textos, fazia esboços, porém nada que o agradasse.
Foi então que indicado por alguns amigos, procurou por uma Madre de um convento fora da cidade, que lia cartas de Marselha.
Após a visita e a leitura de três poderosas cartas, ele se viu num mundo totalmente diferente no qual ele vivia, é aí que começa a maior aventura da sua vida. Com alguns personagens totalmente o oposto das pessoas que conhecia, envolto num mistério impressionante, e com uma linda mulher. A história promete uma leitura rápida e de fácil entendimento.
Comentários Adicionais:
Gostei da história, amei a escrita de forma simples, narrativa tranquila, o que me proporcionou um maior envolvimento na hora da leitura.
Estou muito ansiosa para ler a continuação.
E aí, o que acharam da resenha?
Você pode adquirir o livro através desse link:
http://www.saraiva.com.br/sereia-de-vidro
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Olá queridos leitores...
Olá queridos leitores, tudo bem?
Eu sei que o Blog está muitoooooo parado, porém terminei a faculdade agora, e assim tentarei colocar o blog aos poucos na ativa...
Gostaria que houvesse mais interação, para que assim o blog possa crescer, e com ele parcerias e muitos sorteios pra vocês...
Aqui estão algumas aquisições minhas em 2015, é claro, que têm muito mais... Essas são só algumas amostrinhas pra vocês saberem um pouquinho do meu gosto literário...
Eu sei que o Blog está muitoooooo parado, porém terminei a faculdade agora, e assim tentarei colocar o blog aos poucos na ativa...
Gostaria que houvesse mais interação, para que assim o blog possa crescer, e com ele parcerias e muitos sorteios pra vocês...
Aqui estão algumas aquisições minhas em 2015, é claro, que têm muito mais... Essas são só algumas amostrinhas pra vocês saberem um pouquinho do meu gosto literário...
sábado, 15 de março de 2014
15/03 Dia Internacional da Poesia
Hoje se comemora o Dia Internacional da Poesia. E eu, como admiradora e apaixonada por poemas, poesias e versos, jamais poderia deixar passar esse dia em branco aqui no Blog. Não é meninas?
Parabéns a todos os grandes Poetas que já se foram, aos futuros e a todos que também admiram essa Arte, que para mim, a escrita é uma forma de arte também!
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
Parabéns a todos os grandes Poetas que já se foram, aos futuros e a todos que também admiram essa Arte, que para mim, a escrita é uma forma de arte também!
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
É um tempo difícil esse que vivemos.
Ideais, sonhos e esperanças crescem com a gente,
apenas para serem esmagados pela dura realidade.
É uma surpresa que eu não tenha abandonado todos os meus ideais,
eles parecem tão absurdos e impraticáveis.
Mas eu permaneço com eles porque ainda acredito, apesar de tudo,
que as pessoas são boas de coração.
Eu simplesmente não posso colocar minhas esperanças
em um mundo cheio de confusão, miséria e morte.
Eu ouço o trovão se aproximando, aquele que um dia irá nos destruir.
Eu sinto o sofrimento de milhões e ainda assim,
quando eu olho para o céu,
de alguma maneira acho que essa crueldade irá acabar.
E a paz e a tranquilidade
irão retornar uma vez mais.
Ideais, sonhos e esperanças crescem com a gente,
apenas para serem esmagados pela dura realidade.
É uma surpresa que eu não tenha abandonado todos os meus ideais,
eles parecem tão absurdos e impraticáveis.
Mas eu permaneço com eles porque ainda acredito, apesar de tudo,
que as pessoas são boas de coração.
Eu simplesmente não posso colocar minhas esperanças
em um mundo cheio de confusão, miséria e morte.
Eu ouço o trovão se aproximando, aquele que um dia irá nos destruir.
Eu sinto o sofrimento de milhões e ainda assim,
quando eu olho para o céu,
de alguma maneira acho que essa crueldade irá acabar.
E a paz e a tranquilidade
irão retornar uma vez mais.
─ Anne Frank
sábado, 12 de outubro de 2013
Poemas de Vinícius de Moraes
Soneto do amigo
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de MoraesEnfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Poética
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
Vinicius de Moraes
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
Poemas de Pablo Neruda
Sê
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo NerudaSe não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.
Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.
Meu amor tem duas vidas para amar-te. Por isso te amo quando não te amo e por isso te amo quando te amo.
Pablo Neruda
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.
Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.
Meu amor tem duas vidas para amar-te. Por isso te amo quando não te amo e por isso te amo quando te amo.
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